A mamã do
Rodrigo anda estafada...
Com a
Pós-Graduação a acabar, o ano lectivo pouco passa do seu arranque,
mais a vida pessoal e as minhas energias começam a esgotar-se
muito por conta também das intermináveis birras e do feitiozinho
com que o Rodrigo tem vindo a surpreender-nos!
Sinto-me
impotente em relação a estas birras do Rodrigo. Ainda a dias ficou
1h30m aos gritos na sala de jantar, sozinho, sentado no chão e não
deixava ninguém se aproximar dele... Cada vez que tentavamos que
ele parasse com a gritaria, que se acalmasse e viesse connosco para
a sala gritava-nos "Não! Sai daqui! Não gosto de ti! És feia!
Sai!"
Hoje, nova
birra, mais uma manhã amuado, fez o trajecto todo de casa até à
casa dos meus pais a dizer-me que não queria a mamã, que queria ir
para a cama da mamã, que era para eu ir embora... Em casa dos meus
pais, tentei dar-lhe um beijinho antes de ir para o
trabalho e ele virou-me a cara, chamou-me feia e disse-me que
não queria um beijo. Acreditam???????
Tem
2 anos, é o maior amor da minha vida, mas caramba, tem um
feitio! Parte-se-me o coração... já cheguei a dar-lhe umas palmadas
naquele rabiosque de fralda, e depois viro as costas e sem que ele
me veja choro... choro porque nunca foi pretendi ser o tipo
de mãe que "bate" nos filhos, choro porque não acredito no
"ensinamento" pela palmada e sinto-me uma tirana... Se ignoro as
suas birras, chora até ficar com a respiração de tal forma ofegante
que acabo por ter receio que tenha alguma crise (uma vez que faz
medicação de prevenção para que as bronquiolites não evoluam para
asma) e tento acalmá-lo, mas em vão porque acaba por gritar ainda
mais...
E depois vêm
os conselhos... uns aconselham a ignorar, outros dizem que ignorar
faz com que ele se sinta abandonado e ainda piora a situação, uns
dizem que umas palmadas bem dadas nas fraldas não fazem mal a
ninguém e só magoam-lhe o ego, outros dizem que não se deve bater
porque eles não aprendem nada com isso... Apetece-me muitas vezes
dizer-lhes: "E se me deixarem descobrir com ele como é que as
coisas resultam?" Mas não o faço... primeiro porque não sou assim,
e depois porque sei que o fazem para me ajudar e não o
contrário...
Mas vou dar
tempo ao tempo, pois como diz a minha mãe, "as crianças são como as
rosas, são lindas mas têm espinhos!"
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